O conselheiro Dirceu Rodolfo participou de um debate na Rádio Jornal, no programa Super Manhã do radialista Geral do Freire, nesta segunda-feira (17), com o ex-governador Joaquim Francisco e o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, sobre a conjuntura política nacional. O debate envolveu temas como a reforma política, a lista que o ministro Edson Fachin (STF) tornou pública, na semana passada, com os nomes dos políticos citados em delação premiada por dirigentes da Odebrecht, o financiamento das campanhas eleitorais, etc.

O conselheiro deixou claro, logo no primeiro bloco do debate, que, em sua opinião, não há saída para a crise política em que o Brasil se encontra fora do regime democrático. “Não queremos a volta ao passado (regime militar) nem tampouco que o Brasil se transforme numa nova Venezuela”, disse ele.

Afirmou também que a atual crise tem o seu lado positivo, ao fazer com que o debate político envolva o conjunto da população, e não apenas os congressistas, em busca de uma saída para o país que preserve suas instituições. Mas não vê outro caminho para a melhoria de nossa representação política fora da educação.

FINANCIAMENTO – Ele se declarou favorável ao financiamento público das campanhas eleitorais argumentando que ele sairia mais barato para o bolso do contribuinte do que o modelo atual, em que prevalecem recursos advindos de propina e de “caixa dois”.

Sua tese recebeu o apoio do ex-governador Joaquim Francisco, para quem “não se faz campanha sem dinheiro” porque a democracia “custa caro”, mas foi contestada por José Paulo Cavalcanti Filho, que considera uma “indecência” destinar recursos públicos para campanhas eleitorais.

Para Dirceu Rodolfo, o Brasil tem que “inventar” o seu próprio modelo de financiamento de campanhas políticas, sem precisar de copiar fórmulas de outros países.

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Gerência de Jornalismo (GEJO), 17/04/2017