Comunicamos aos jurisdicionados do Tribunal de Contas, bem como aos senhores advogados, que na próxima terça-feira (18) e quarta-feira (19) as sessões da Segunda Câmara e do Pleno, respectivamente, terão início excepcionalmente às 9h.

Na manhã de ontem (26), a delegada da Polícia Federal, Andréa Pinho Albuquerque, realizou a palestra “Técnicas Investigativas Utilizadas no Combate à Corrupção” para os servidores do TCE. Andréa Pinho é delegada da Polícia Federal há 11 anos e chefiou a Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros/DRCOR/SR/PF/PE, estando à frente de operações de grande repercussão no Estado e no País. O combate à corrupção é uma das prioridades da atual gestão do presidente Marcos Loreto do TCE. O evento foi promovido pela Escola de Contas, em parceria com a Coordenadoria de Controle Externo.

Andréa iniciou a apresentação falando sobre o cenário geral da corrupção no Brasil e no mundo, mostrando que a prática não é exclusiva do país. Para tratar das técnicas investigativas utilizadas pela Polícia Federal, definiu alguns dos principais crimes investigados, como corrupção passiva/ativa, peculato e lavagem de dinheiro, e mostrou como a Polícia estrutura os esquemas de corrupção por núcleos e indivíduos. Ela ressaltou que atualmente os esquemas não são mais diretos entre o político e o empresário, que existem diversas maneiras de funcionamento, sendo necessário estudar o modus operandi de cada um.

Para melhorar a análise das atividades do investigado, a delegada recomenda que o servidor utilize o máximo de informações disponíveis, formando o que chamou de diagrama de vínculos. Ela deu alguns exemplos de banco de dados públicos e institucionais que podem auxiliar a investigação, como o do Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).  

“O principal é que instituições estejam cada vez mais organizadas para combater a criminalidade. Muitas vezes os órgãos de controle têm recursos humanos e tecnológicos escassos para fazer frente às organizações criminosas. Por isso, o futuro é a união e o compartilhamento de banco de dados entre esses órgãos para melhorar as fragilidades do sistema”, destacou a delegada.

Gerência de Jornalismo (GEJO)/ Escola de Contas, 27/11/2018