O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Marcos Loreto, participou nesta segunda-feira (12), das comemorações alusivas aos 192 anos da Faculdade de Direito do Recife e dos 73 anos da Universidade Federal de Pernambuco.

A cerimônia, realizada no salão nobre da FDR, foi presidida pelo reitor da UFPE, Anísio Brasileiro e reuniu diversas autoridades, juristas e acadêmicos do Estado.

Para o presidente do TCE, a solenidade teve um significado ainda mais especial, pois um dos homenageados na ocasião foi o professor Sylvio Loreto, seu pai e acadêmico da Faculdade, que recebeu das mãos do reitor, o título de Professor Emérito da instituição.

A honraria é conferida aos docentes que, depois de se afastarem das funções em razão da idade e tempo de serviço, podem continuar exercendo magistério e/ou pesquisa. Aposentado desde 1996, o professor Sylvio Loreto permaneceu na instituição como professor voluntário, exercendo atividades no Programa de Pós-Graduação, onde atualmente lidera o grupo de pesquisa Integração Regional, Globalização e Direito Internacional.

O professor Sylvio ingressou na Faculdade de Direito em 1958 lecionando na área de sociologia. Dedicou-se à disciplina de Direito Internacional Privado durante 41 anos. Entre 1984 e 1988 exerceu o cargo de diretor da instituição, sendo responsável pela implantação e coordenação do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPE. Na FDR, se destacou também pela defesa do patrimônio arquitetônico, estando à frente da restauração do imóvel histórico situado no bairro da Boa Vista, que até hoje abriga o curso de Direito da UFPE.

"Seus estudos sobre a condição jurídica do estrangeiro como objeto do direito internacional privado se anteciparam às consequências da globalização e se firmaram como um importante marco teórico acerca da aplicação das normas supracionais a essa realidade jurídica específica, cada vez mais relevante no contexto dos direitos humanos", diz o parecer que indicou a concessão da honraria, apresentada pelos professores doutores Aurélio Agostinho da Boaviagem, Eugênia Barza, Francisco Barros Neto e Paul Weberbauer.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 13/08/2019